ALGUMAS DAS PROPOSTAS
DO PSOL PARA SAÚDE EM ITABORAÍ (PUBLICADO NO JORNAL “O FLUMINENSE”)
Nós do PSOL constatamos
que a saúde é um dos setores mais problemáticos do município de Itaboraí. As
publicações dos jornais demonstram isso quase que semanalmente. Fora as
situações não documentadas. Há um
consenso na cidade de que a saúde vai mal.
FALTA DE INFORMAÇÕES
São poucos os
documentos e dados estatísticos que permitam uma melhor compreensão da situação
em que a saúde municipal se encontra. Por isso acreditamos que a gestão da
saúde precisa de um choque de transparência, revelando ao público todas as suas
virtudes e deficiências. A publicação de dados, a devida notificação dos casos
de doenças endêmicas e outras, a realização de pesquisas, enfim, uma ação
diagnóstica sobre as suas reais condições e demandas é urgente e necessária.
SAÚDE PREVENTIVA
Uma política de saúde responsável
deve atuar de modo preventivo e integrado com outros setores como meio
ambiente, educação, saneamento e coleta de lixo, controle de endemias e vetores
(ratos, mosquitos, etc.). Deve atuar prioritariamente sobre as pessoas
(prevenção), o que é mais barato e saudável do que atuar sobre a doença já
instalada (cura). A devida notificação dos casos e prevenção da dengue são
exemplos do que pode ser feito.
DESPRIVATIZAÇÃO DA SAÚDE: FIM DOS CONTRATOS COM OSS , CONTRA A TERCEIRIZAÇÃO
Uma coisa que temos que mudar é
terceirização que foi imposta à população com a entrega da administração da Saúde
a uma OSS (Organização Social de Saúde). Do orçamento de 48 milhões mensais da
saúde, 8 milhões ficam com os administradores da OSS. Trata-se de uma
privatização disfarçada em que a busca do lucro vem primeiro que os interesses
da população. Alguns serviços não são oferecidos porque não oferecem retorno
financeiro e a população tem que buscar alternativas em outras redes de saúde.
RESPEITO AOS PRINCÍPIOS DO SUS (SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE)
Nosso diagnóstico e propostas orientam-se
pelos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), como a integralidade da atenção,
universalidade do acesso aos serviços e procedimentos, descentralização das
ações, equidade e participação popular, entre outros.
Pretendemos uma gestão em que os
que mais precisam dos serviços públicos de saúde tenham a devida atenção;
aqueles que sentiram e sentem na carne e na alma os efeitos do descaso das
últimas administrações.
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